Por MRNews
O mercado brasileiro de cartões de crédito premium vive uma verdadeira reprecificação em 2026. Nos últimos meses, diversos bancos anunciaram reajustes de anuidades, mudanças em benefícios e novas exigências para manter acessos a salas VIP e programas de fidelidade.
O que antes parecia um movimento isolado agora se tornou uma tendência clara. Itaú, Caixa, Santander, BRB e outros emissores estão ajustando seus produtos para uma nova realidade de mercado.
A pergunta que muitos clientes começam a fazer é simples: quem será o próximo?
Itaú reajusta anuidades e até o Azul Infinite ficou mais caro
O Itaú atualizou sua tabela de anuidades em junho de 2026, atingindo praticamente todo o portfólio premium.
Itaú reajusta anuidades dos cartões premium e reforça tendência de alta no mercado de alta renda
Entre os destaques estão:
| Cartão | Anuidade |
|---|---|
| Itaú Visa Infinite Privilege | R$ 15.000 |
| Itaú World Legend | R$ 4.800 |
| Itaú The One Mastercard Black | R$ 4.000 |
| Azul Itaú Infinite / Skyline | R$ 1.356 |
| LATAM Pass Black e Infinite | R$ 1.356 |
| Itaú Visa Infinite | R$ 1.056 |
Um dos pontos que mais chamou atenção foi justamente o reajuste dos cartões Azul Itaú Infinite e Skyline.
Durante anos, esses produtos foram considerados alguns dos melhores cartões co-branded do mercado brasileiro. Apesar de manterem a possibilidade de isenção para clientes que gastam acima de R$ 20 mil por mês, o aumento reforça a percepção de que os bancos estão buscando mais rentabilidade mesmo nos produtos voltados ao público acumulador de milhas.
O The One, por sua vez, continua custando R$ 4 mil por ano, consolidando-se entre os cartões mais caros do segmento de alta renda.
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Caixa aumenta em 30% a anuidade do Elo Diners Club
Outro movimento importante veio da Caixa Econômica Federal.
A instituição anunciou um reajuste significativo na anuidade do Caixa Elo Diners Club.
O valor saltará de R$ 1.100 para R$ 1.440 anuais a partir de julho de 2026.
Apesar do aumento, o cartão continua oferecendo:
- 3 pontos por dólar em compras nacionais;
- 4 pontos por dólar em compras internacionais;
- Pontos sem validade;
- 4 acessos anuais ao Priority Pass;
- Adicionais gratuitos;
- Cashback que pode zerar a parcela da anuidade para quem gasta acima de R$ 10 mil por mês.
Mesmo assim, o reajuste de aproximadamente 30% mostra que a Caixa também entrou na onda de reprecificação dos produtos premium.
DUX, Unlimited, Aeternum e Altus LIV também ficaram mais caros
Os reajustes não começaram agora.
Na verdade, vários emissores já haviam sinalizado essa mudança de cenário.
O BRB DUX foi um dos casos mais emblemáticos.
O cartão, que anos atrás possuía anuidade na faixa de R$ 1.680, passou para aproximadamente R$ 4.800 anuais em determinadas modalidades.
O Altus LIV surgiu no mercado já com uma proposta premium agressiva, cobrando R$ 3.600 por ano.
O Santander Unlimited e o Santander Aeternum também passaram recentemente para a faixa dos R$ 2.200 anuais.
Todos esses movimentos mostram uma realidade que poucos queriam admitir: os bancos entenderam que benefícios premium possuem custos elevados e que muitos clientes estão dispostos a pagar mais para manter acesso a salas VIP, seguros, programas de fidelidade e experiências exclusivas.
O resultado é uma escalada gradual das anuidades em praticamente todo o setor.
Minha opinião: o Caixa Ícone provavelmente será o próximo
Hoje existem poucos cartões premium ilimitados que ainda oferecem um custo-benefício realmente diferenciado.
Entre eles, dois produtos se destacam:
- Caixa Ícone Visa Infinite;
- Sicredi Visa Infinite.
Quando observamos os concorrentes diretos, a diferença fica evidente.
O DUX já está próximo dos R$ 4.800.
O Altus LIV custa R$ 3.600.
O The One custa R$ 4.000.
Unlimited e Aeternum estão acima dos R$ 2.200.
Enquanto isso, o Caixa Ícone continua oferecendo um pacote extremamente competitivo por um valor muito inferior.
E é justamente aí que mora o risco.
Na minha visão, o Ícone entrega mais do que cobra atualmente.
O produto oferece benefícios de um cartão que poderia facilmente custar mais caro dentro do cenário atual do mercado.
Por isso, acredito que existe uma possibilidade real de vermos um reajuste para algo próximo de R$ 2 mil anuais ou até acima disso nos próximos ciclos.
Importante destacar que não existe qualquer informação oficial da Caixa sobre essa possibilidade.
Trata-se apenas de uma análise baseada nos movimentos recentes do mercado.
Mas olhando para tudo o que aconteceu nos últimos meses, fica difícil imaginar que o Ícone permanecerá por muito tempo como uma das últimas grandes exceções.
Se o Diners aumentou 30%, se o Itaú reajustou praticamente toda sua linha premium, se DUX, Unlimited, Aeternum e Altus ficaram mais caros, o Caixa Ícone naturalmente passa a ser um dos produtos mais subprecificados do segmento.
E quando um cartão entrega muito mais do que cobra, normalmente é apenas questão de tempo até que o banco faça ajustes.
Para quem possui o Ícone, talvez este seja o momento de aproveitar um dos melhores custos-benefícios do mercado brasileiro de cartões de crédito premium enquanto ele ainda existe.
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Tags: Caixa Ícone, Caixa Diners Club, Itaú The One, Azul Itaú Infinite, BRB DUX, Santander Unlimited, Santander Aeternum, Altus LIV, Cartões Premium, Salas VIP, Milhas Aéreas, Visa Infinite, Viagem Black, Cartão de Crédito Alta Renda.

