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Projeto Girassóis de Rua fortalece rede de atenção psicossocial em debate sobre cuidado em liberdade – Prefeitura Municipal de Salvador

Foto e texto: Ascom SMS

O Projeto Girassóis de Rua marcou presença no 1º Encontro sobre Tecnologias Inovadoras do Cuidado em Liberdade, realizado nesta quinta-feira (28), no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Centro Histórico. O evento reuniu profissionais, gestores, usuários e representantes de instituições que atuam na defesa da saúde mental, da redução de danos e da luta antimanicomial, em referência aos 25 anos da Reforma Psiquiátrica Brasileira.

Representando o Girassóis, participaram equipes do Consultório na Rua, da Unidade de Acolhimento Adulto (UAA) e do Ponto de Cidadania, fortalecendo o debate sobre cuidado em liberdade e garantia de direitos para pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social.

A ação contou ainda com a participação da S3 Gestão em Saúde, responsável pelo desenvolvimento do projeto que vem transformando vidas na capital em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), além de lideranças dos Caps Gregório de Matos, Caps Jardim Baiano e demais dispositivos da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Durante o encontro, foram discutidas estratégias de cuidado em liberdade, práticas de redução de danos, atenção psicossocial e políticas públicas voltadas para a população em situação de rua, com foco na ampliação do acesso à saúde e no fortalecimento da rede de cuidado.

Representando o Projeto Girassóis de Rua no encontro, o coordenador do Consultório na Rua da Gamboa, Júlio César, destacou a importância da participação da população em situação de rua dentro do debate sobre saúde mental e políticas públicas inclusivas.

“A população em situação de rua é uma das mais atingidas pelos estigmas e pelas lógicas manicomiais e proibicionista. Celebrar os 25 anos da luta antimanicomial também é fortalecer uma Raps que pense a saúde mental de forma humanizada, sem racismo, sem proibicionismo, respeitando os direitos dessas pessoas”, afirmou.

Ele também ressaltou o papel do Consultório na Rua como ferramenta essencial de cuidado itinerante e promoção da equidade. “A redução de danos é uma tecnologia de cuidado fundamental. O Consultório na Rua possibilita o acesso à saúde. É um cuidado nas ruas, com acolhimento, escuta e defesa de direitos”, completou.

O encontro reuniu representantes de instituições como S3 Gestão em Saúde, Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Fundação Estatal Saúde da Família (FESF/SUS), Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (Cepad), Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad), Fiocruz Brasília, além de coletivos e organizações sociais ligadas à saúde mental e direitos humanos.