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Samu-JP orienta quando acionar o serviço e sobre o repasse de informações corretas

Dentro da assistência pré-hospitalar ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em João Pessoa, está inserido o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu-JP. Um serviço que tem como objetivo chegar precocemente à vítima em casos de urgência ou emergência de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras.

O Samu-JP funciona 24h e realiza os atendimentos em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e/ou vias públicas, e conta com equipes multiprofissionais que reúnem médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas. Para acioná-lo é necessário ligar para o número 192 e responder todas as perguntas realizadas pelo atendente e pelo médico do serviço, só assim será gerado o chamado para atender ao socorro. A ligação é gratuita.

O coordenador geral do Samu-JP, Galileu Machado, explica sobre a importância de passar informações completas durante o chamado. “O Samu trabalha com a classificação de risco e de acordo com as informações repassadas é que poderá ser dispensando o recurso pertinente àquela demanda, por isso é importante que ao ligar para o Samu não desliguem antes de a ligação ser repassada ao médico regulador, nem de responder as informações solicitadas por ele”, explica.

Quando uma pessoa liga para o 192 quem atende a ligação é o Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (TARM). A ligação é registrada pelo TARM, que preenche o prontuário eletrônico com algumas informações e em seguida transfere a ligação juntamente com o prontuário para o médico regulador, que por sua vez faz perguntas ao solicitante complementando as informações referentes ao paciente/vítima e, após essas informações, autoriza ao Rádio Operador para o envio do recurso, necessário para atender a gravidade do caso ou orienta ao solicitante como proceder, caso não seja pertinente o envio de unidade. 

Galileu Machado esclarece que muitas pessoas ao ligarem para o Samu-JP não esperam que a ligação seja repassada ao médico regulador e desligam antes, o que faz com que a solicitação não seja registrada e a demanda não seja atendida. “Para que o Samu-JP possa funcionar de forma apropriada é importante que a população saiba utilizar o serviço e entenda que ele deve ser acionado somente quando existe uma situação de urgência e emergência, evitando sobrecarregar o sistema com outros problemas que não se caracterizam como tal. Além disso, pedimos as pessoas para que não façam trotes com este serviço, pois isso só prejudica que a assistência seja prestada a quem realmente precisa”, alerta o coordenador geral do serviço.

São atendidas pelo Samu-JP vítimas de desmaios com perda da consciência, mal súbito, problemas cardíacos e respiratórios de início súbito, convulsão, crises epilépticas, dor no tórax de origem súbita, pressão baixa ou alta, trabalho de parto com risco de morte para a mãe ou para o feto e problemas psiquiátricos em crise. O serviço deve ser acionado também em casos de trauma com envolvimento de vítimas com: sangramentos, hemorragias, intoxicações acidentais, engasgos, envenenamento e tentativas de suicídio, quedas, fraturas, queimaduras graves e acidentes de trânsito com vítimas.

D R T . R J .15855. Ivomar Gomes Pereira

Durante o socorro, o Samu-JP atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, dependendo do tipo de chamado. Em casos de afogamentos, choques elétricos e em acidentes de trânsito com vítimas presas as ferragens, deve ser acionado em conjunto com os Bombeiros pelo telefone 193. Em casos de acidentados na BR, o serviço deve ser acionado junto a Polícia Rodoviária Federal pelo número 191. E, quando se tratar de ferimentos por arma de fogo e arma branca, o serviço deve ser acionado em conjunto com a Polícia Militar, pelo 190.

“Se não houver característica de urgência e emergência, o paciente pode receber atendimento em sua Unidade de Saúde da Família (USF) de referência e, se houver possibilidade de transporte do paciente de forma particular, ele também pode ser levado a alguma porta de urgência como hospitais porta aberta ou às Unidades de Pronto Atendimento”, explica o coordenador geral do Samu-JP, Galileu Machado.

Números – Atualmente o município de João Pessoa conta com cinco Unidades de Suporte Avançado (USA), oito Unidades de Suporte Básico (USB), oito Motolâncias, além de dois Veículos de Intervenção Rápida (VIR). Em cinco meses, esses veículos realizaram 12.545 atendimentos, das 18.728 ligações recebidas pelo Samu-JP.

A diferença entre os números é devida ao recebimento de trotes, cancelamento do chamado ou ao fato da ligação ser desligada antes de concluída a solicitação. Também existem os casos onde o médico regulador consegue resolver a solicitação por telefone e quando os endereços informados não existem. Do total de atendimentos realizados pelo serviço na Capital, 50,1% corresponderam a casos clínicos e 36,6% a traumas. Os demais dividem-se entre assistência psiquiátrica, obstétrica e pediátrica.