Copa do Brasil: Técnico do Bahia sai em defesa dos laterais na derrota para o Athletico-PR


Copa do Brasil: Técnico do Bahia sai em defesa dos laterais na derrota para o Athletico-PR

Laterais Luiz Henrique e Douglas Borel deixaram o campo sob fortes vaias

O Tricolor baiano perdeu de virada para o Furacão pelo jogo de ida das Oitavas de Final da Copa do Brasi

Categorias: Futebol Brasil

Por: Agência Futebol Interior, 23/06/2022

Guto Ferreira conversou com a imprensa antes da partida contra o Athletico — Foto: Lincoln Oriaj

Salvador, BA, 23, (AFI) – De virada, o Bahia perdeu por 2 a 1 para o Athletico-PR, na noite desta quarta-feira, e tem uma dura tarefa para avançar de fase na Copa do Brasil. O Tricolor abriu o placar logo aos três minutos, com Mugni, mas Christian e Pedro Rocha balançaram as redes para o Furacão logo depois [assista aos melhores momentos do jogo no vídeo acima]. As equipes voltam a se enfrentar no dia 12 de julho, desta vez na Arena da Baixada.

Na entrevista coletiva, o técnico Guto Ferreira também comentou as vaias aos laterais Luiz Henrique e Douglas Borel. O treinador defendeu os atletas e lembrou de outros jogadores que passaram pelo clube e tiveram momentos de baixa, como Zé Rafael e Renê Júnior. Não vou me desfazer de quem eu tenho em casa. Os mesmos laterais que hoje são vaiados já foram aplaudidos de pé. Todo mundo está sujeito a errar. Assim como já acertaram demais, hoje estão errando. Neste momento, eles precisam ser fortalecidos, não criticados. Me diz aí dois laterais que jogariam fácil no Bahia e estão em condições de serem contratados. Se trouxer aqui Roberto Carlos e Daniel Alves, eles também vão ser vaiados – disse.

O problema não são os laterais, é o apoio. Volto a falar, quero sempre os melhores do meu lado. Tenho jogadores de muito bom nível. Volto a falar, me indica nomes que cheguem sobrando e que o Bahia tenha condições de trazer. Só citando um exemplo, em 2017, o Zé Rafael começou bem, depois foi caindo, começou a ser vaiado. Ele teve que sair da equipe, ficar umas quatro partidas de fora, até voltar e conseguir avançar. Olha quem é o Zé Rafael hoje. Eu fui obrigado a tirar ele, como fui obrigado a tirar o Renê Júnior em 2017. Fui pressionado pelo torcedor a tirar porque o Renê entrava no campo e era vaiado. Aí, na hora em que ele começou a sobrar em campo, a torcida veio junto. Mas estou falando de um jogador de 29 anos na época. Não é um jogador de 19 anos, como é agora – completou.

Guto também explicou a nova formação, com Mugni, Rezende e Patrick de Lucca, e admitiu que o sistema teve dificuldade para fechar a marcação no primeiro tempo. A busca foi de tentar ganhar mais força defensiva e ter um poder de ataque com mais movimentação da bola. Por isso a entrada de Luiz Henrique, que a ultrapassagem é mais rápida que a do Djalma. O Mugni teve muita coisa positiva, e o posicionamento que a gente tentou, em determinado momento, ficou um pouco sacrificante para ele e para o Patrick. Porque, em algum momento, a gente não conseguiu compensar o lado oposto para fechar os laterais na virada da bola. O primeiro gol acontece em um jogada onde o Mugni está distante e o cara cruza lá de trás. Não deu tempo de fechar. Se ele segue com a bola, o Mugni fecha, mas não deu tempo porque ele cruzou de longe. No segundo gol, foi uma infelicidade do Luiz [Henrique] ter escorregado. O Luiz Henrique fecha certinho, faz a antecipação, mas, na hora que vai tocar na bola, escorrega. No segundo tempo, retomamos o posicionamento de 4-2-3-1 para fechar os lados deles. Resumindo, teve coisas muito boas, conseguimos agregar coisas importantes, mas também tiveram coisas ruins. É normal acontecer isso. Vamos ver como vai ser no próximo jogo, até porque não vamos ter o Patrick. Para avançar de fase, o Bahia precisa vencer o Athletico-PR por dois gols de diferença no jogo de volta, marcado para 12 de julho. Em caso de triunfo do Tricolor por um gol, a partida vai para os pênaltis.

Trechos da entrevista coletivaVaias a Borel

Derroas consecutivas

Escalação de Luiz Henrique

Arbitragem

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